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Mesmo sem o manual, é possível efetuar verificações importantes para manter em ordem seu automóvel

Toda a eletrônica presente nos automóveis de hoje diminuiu as possibilidades dos mais curiosos de colocarem a mão na massa. Na década de 70, ensinava-se até a desmontar o cabeçote do motor para a descarbonização. Hoje a maior parte das tarefas requer o conhecimento e os equipamentos de uma boa oficina, mas isso não significa que não se possa efetuar uma checagem preventiva por baixo do capô.

Cuidar do carro na garagem de casa não é coisa só para fanáticos. A manutenção preventiva aumenta a vida útil do veículo, reduz o risco de acidentes e, de quebra, ainda valoriza o carro na hora da revenda. Exagero? Os engenheiros dos fabricantes garantem que vale a pena -- e, em seus carros particulares, todos eles cumprem o que recomendam.

“A maior vantagem é que, a longo prazo, você economiza dinheiro fazendo a manutenção preventiva”, afirma Marco Aurélio Fróes, consultor técnico da Volkswagen. Em geral, é realmente mais barato conservar do que consertar.

Os manuais de instrução possuem uma lista de itens para serem checados pelo próprio motorista. Algumas marcas, para facilitar, destacam os principais itens para checagem com as cores amarelo, laranja ou azul. O anel da vareta de óleo e a tampa do reservatório do fluido de freio, por exemplo, são pintados nessas cores.

O ideal é seguir as recomendações expressas no manual. Mas o leitor pode ter perdido o livreto ou comprado um carro usado que veio sem ele.

Por isso, a LPCAR Serviços Automotivos e Mecânica em Geral conversou com cinco fábricas e elaborou uma lista de itens que devem ser verificados regularmente:
• Ford
• Chevrolet
• Honda
• Renault
• Toyota
• Volkswagen

Evite confiar a checagem preventiva do seu veículo ao frentista do posto de combustível: além de seu conhecimento técnico ser discutível, ele tem interesse em vender produtos para ganhar uma comissão. Assim, se disser que seu extintor de incêndio está vencido, que o radiador precisa de aditivo ou mesmo que o nível de óleo está baixo, desconfie.






Óleo do motor ::..

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Uma vez por semana, com o carro em lugar plano, puxe a vareta para medir o nível. Lembre-se que há duas marcações de referência, uma indicando o “mínimo” e outra para o “máximo”. Se o nível estiver entre essas duas marcas está tudo certo.

Algumas marcas recomendam que essa verificação seja feita com o motor frio. Outras sugerem que esteja quente, mas desligado há pelo menos cinco ou dez minutos.

Os dois raciocínios têm sua lógica. O que não deve ser feito, em hipótese alguma, é medir logo após desligar o motor: ó óleo nas partes mais altas do motor leva alguns minutos para descer, o que pode falsear a leitura. Se for preciso adicionar óleo, coloque um produto com as mesmas especificações do que já está no carro, se possível da mesma marca.

Mesmo os automóveis novos devem ser checados periodicamente. No Corsa, por exemplo, a GM considera normal o consumo de até 0,8 litro de lubrificante a cada 1.000 quilômetros rodados. O mesmo acontece com outras marcas. Lembre-se de que o motor em amaciamento pode consumir mais óleo.

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Sistema de arrefecimento ::..

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Nos carros mais antigos era preciso abrir a tampa do radiador. Hoje, basta olhar o vaso de expansão, um reservatório plástico que fica ao lado do motor. Assim como a vareta do óleo, o vaso possui duas marcas indicando “mínimo” e “máximo”. Com o motor frio, a água não deve estar abaixo do nível mínimo, e com o sistema aquecido, o nível não deve ultrapassar a marca máxima.

Completar o reservatório com água é uma questão polêmica. Volkswagen, General Motors e Renault não admitem reposição usando apenas água, pois a mistura com o aditivo de etilenoglicol (que impede a fervura e o congelamento) pode ficar desbalanceada.

Nesses casos, caso seja impossível levar o carro a uma concessionária, os manuais recomendam o uso dos aditivos misturados à água, em proporção que varia de acordo com o projeto do veículo.

Já a Ford é mais flexível. “É normal haver perdas por evaporação. O que evapora, normalmente, é só a água, e não o aditivo. Por isso, se a perda for pequena, pode-se colocar água sem problemas”, afirma Reinaldo Nascimbeni, supervisor de serviços técnicos da empresa. Ele ressalta, no entanto, que se a reposição for grande, é preciso procurar uma concessionária ou colocar água e o aditivo específico na proporção meio a meio.

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Fluido de freio ::..
  

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O reservatório também fica dentro do compartimento do motor. Procure as marcas que indicam os níveis mínimo e máximo. Havendo necessidade de adicionar fluido, em hipótese alguma coloque óleo comum: utilize o fluido recomendado pelo fabricante.

A maioria dos fabricantes só admite completar o nível do fluido em caso de emergência: em geral, pedem para encaminhar o carro para uma concessionária, que poderá verificar se há algum vazamento no sistema. Lembre-se que todo óleo é higroscópico, ou seja, tende a absorver umidade do ambiente, perdendo suas características. Por isso, troque todo o fluido de freio a cada dois anos.

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Limpador e lavador ::..

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A maioria dos motoristas só se lembra na hora em que precisa deles. Verifique o reservatório do lavador de pára-brisa toda semana, e se for necessário, complete com água. Alguns fabricantes recomendam misturar um aditivo especial, a base de álcool, para facilitar a limpeza do vidro. Aproveite para verificar o estado das palhetas do limpador: a borracha deve estar macia, flexível e limpa. Com o tempo as palhetas se ressecam, prejudicando a varredura e podendo riscar o pára-brisa. Se o carro possui limpador traseiro, aproveite para fazer a mesma verificação atrás.

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Fluido da direção ::..

No caso de assistência hidráulica ou eletroidráulica, procure o reservatório dentro do compartimento do motor e verifique o nível. Caso necessário, complete com o fluido recomendado pela marca.

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Filtro de ar ::..

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Outro item polêmico. A GM e a Toyota aconselham remover o filtro de ar e limpá-lo, dando leves batidas contra uma superfície limpa. Ford e VW dizem que essa operação é dispensável. “Você pode até danificar o filtro fazendo isso”, diz Marco Aurélio Fróes, da VW. Verifique no manual do proprietário o que é melhor para seu carro.

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Câmbio automático ::..

Cheque regularmente o nível do óleo da transmissão. Há uma vareta para verificação, semelhante à do cárter. O carro deve estar em lugar plano e com o câmbio na posição P. Já no caso de câmbio manual a verificação pode ser feita em prazos bem longos.


Pneus ::..

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Toda semana, calibre os pneus a frio. Rodar com a pressão correta economiza combustível e melhora o desempenho e a estabilidade. Não deixe que o frentista do posto de gasolina adivinhe quantas libras seu carro usa: como eles vão saber a calibragem de todos os carros que circulam no País?

Nessa hora, não esqueça de calibrar também o estepe, pois não há nada pior do que precisar da roda sobressalente e descobrir que ela também está murcha. Uma vez por mês, verifique o estado das bandas de rodagem. Caso o desgaste seja irregular, pode estar havendo algum problema na direção ou na suspensão.

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Lâmpadas ::..

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Verifique o funcionamento de todas as lâmpadas, inclusive as traseiras, no mínimo uma vez por semana. A cada seis meses, procure regular o facho dos faróis. Os dos veículos mais antigos podiam ser regulados em casa.

Nos carros mais novos, que usam faróis de superfície complexa, essa operação é mais complicada, sendo aconselhável mandar fazer o serviço em um auto-elétrico. Nessa hora, para garantir a precisão, o tanque do carro deve estar cheio e os pneus calibrados.

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Bateria ::..

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Os carros mais modernos utilizam bateria selada, que duram mais e não precisam de manutenção. O inconveniente é que elas são mais caras. Se seu carro usa bateria normal, verifique o nível da solução a cada 15 dias, e se necessário, complete com água destilada. Não deixe o nível transbordar, pois a solução líquida da bateria possui ácido sulfúrico.

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Correias e mangueiras ::..


A Toyota recomenda verificar mensalmente o estado de todas as correias e mangueiras visíveis (a correia de acionamento do comando de válvulas fica escondida). Procure por rachaduras e cortes.

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Equipamentos obrigatórios ::..

Não é item de manutenção preventiva, mas é aconselhável aproveitar a checagem para dar uma olhada em todos os equipamentos obrigatórios: extintor de incêndio, estepe, macaco, chave de roda e triângulo de segurança. Exagero? Não é raro ouvirmos histórias de estepes roubados, especialmente quando o pneu é guardado fora do carro, como nos picapes.

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Portas ::..

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Quando a porta começa a ranger, use um óleo fino, do tipo usado em máquinas de costura, ou spray lubrificante. Cuidado para não borrifar óleo em excesso, para não criar um ponto para acúmulo de poeira. Se os vidros ou a chave estiverem se movimentando com dificuldade, prefira usar grafite em pó, que não retém poeira como o óleo.

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Veículos a diesel ::..

A Toyota recomenda a realização de uma sangria no sistema de combustível uma vez por mês, para evitar a formação de bolhas de ar no sistema. Este procedimento não existe em motores a gasolina ou álcool.

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Off Road ::..

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Os veículos que são utilizados constantemente fora de estrada devem ser lavados cuidadosamente, principalmente por baixo. Lama e areia podem se infiltrar nos rolamentos e no diferencial.

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Carroceria e chassi ::..

Um carro com boa aparência é valorizado na hora da revenda. Procure lavar o carro uma vez por semana, à sombra, usando água e sabão neutro. Enceramento periódico também é aconselhável. Por baixo (e somente se for necessário), use apenas água: não borrife qualquer tipo de detergente ou lubrificante sob a carroceria, como querosene, óleo de mamona ou fluido de transmissão automática. O óleo acaba provocando o acúmulo de sujeira, reduzindo a vida útil dos componentes de borracha de freios e suspensão e favorecendo o aparecimento da ferrugem.

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Procure sempre um mecânico de confiança. A F1 Mecânica & F1 Motorsport está à sua disposição para atender duas necessiades.


Como você deve se preparar para emergências ao volante ::..

Dirigir bem envolve mais do que circular com fluidez e segurança pelas ruas e estradas: deve-se estar preparado para emergências ao volante, como uma falha em sistema ou componente mecânico do veículo. Vamos a algumas dicas.

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Derrapagem

O ideal é tomar as curvas em velocidade compatível, freando antes de entrar nelas para evitar desequilíbrios. Mas, se for tomado de surpresa, você pode tentar corrigir a derrapagem.

Carros de tração dianteira e alguns de tração traseira tendem a desgarrar com a frente, abrindo o raio da curva -- o chamado subesterço, figura 1. Para corrigi-lo, tire o pé do acelerador e vire ligeiramente o volante na direção da curva.

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Certos modelos de tração traseira tendem a sair com esse eixo, reduzindo o raio da curva -o sobresterço, figura 2. Corrija-o virando-se o volante na direção oposta à da curva e acelerando ligeiramente.

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Trânsito parado à frente

O primeiro conselho não é novo: conserve uma distância segura entre os veículos para ter espaço para frear. Mas há outros, como tentar enxergar pelo vidro dos carros à frente ou mesmo por cima deles, se você estiver num veículo alto. Atento ao que se passa bem adiante, você se antecipa e ganha tempo para uma atitude.

Ao precisar frear forte, verifique se o veículo de trás o acompanhou e evite manobras bruscas. Se seu carro possui freios antitravamento (ABS), desviar pode ser a melhor opção, lembrando-se de checar os retrovisores. O uso do pisca-alerta não é recomendado antes da parada total, porque encobre a sinalização de eventuais mudanças de direção.

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Falha nos freios

É pouco provável uma falha completa, pois os veículos atuais utilizam duplo circuito hidráulico. No caso de falha parcial, em um só circuito, o pedal baixa bastante -- esteja preparado, inclusive evitando tapetes muito espessos sob o pedal.

Havendo falha total, como ao ferver o fluido de freio, não se desespere. Reduza uma ou mais marchas, "bombe" o pedal para ver se o freio volta a funcionar e puxe lentamente o freio de estacionamento, com o botão de liberação apertado. Como este freio atua nas rodas traseiras em quase todo automóvel, uma puxada brusca pode fazer o carro rodopiar ("cavalo de pau").

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Acelerador travado

Não é comum, mas pode acontecer. Nesse caso, lembre-se: todo automóvel tem freios mais potentes que o próprio motor, portanto pode ser freado, mesmo que em espaço maior. Para ajudar, passe o ponto-morto para interromper a transmissão da força às rodas (não há riscos nos atuais carros a injeção, que têm limitador de giros) e desligue o motor assim que parar. Cuidado ao fazê-lo ainda em movimento: as assistências da direção, se houver, e dos freios (servo) deixam de atuar, podendo dificultar o controle do carro.

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Estouro de pneu

Os atuais pneus sem câmara são bem seguros nesse aspecto, mas um buraco pode trazer más surpresas, cortando o pneu ou amassando a roda a ponto de causar perda de pressão. O importante é ser suave nos movimentos de direção e freios, para evitar descontrole. Desacelere ou freie com moderação, segurando firme o volante, até parar.

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Os segredos para escolher uma boa preparadora e examinar a qualidade do serviço ::..

Visando à melhoria da qualidade dos serviços, a F1 Mecânica & F1 Motorsport te dará algumas dicas de como analisar se o trabalho de uma oficina está dentro dos padrões de qualidade.

Melhorar o desempenho de seu carro: esse é um desejo que pode perseguir desde o dono do mais pacato carro 1.000 até, acredite, usuários de potentes Ferraris e Porsches. É um anseio que independe do carro e surge do proprietário: a vontade de possuir algo diferenciado, do que possa se orgulhar e que reflita sua personalidade única. Mas nem tudo é uma simples questão de decisão. Entre a intenção e o desejo realizado existem muitos obstáculos -- e o principal deles é a preocupação de como e onde realizar uma boa preparação. A que oficina ou preparador entregar um bem de alto valor como um carro, para realizar um serviço geralmente caro, sem correr o risco de pagar por uma grande dor de cabeça ou por uma frustração?

Uma boa tática para determinar a quem entregar o serviço é observar preparações já feitas por esse preparador ou oficina: se forem de qualidade, com boa relação custo-benefício e principalmente, se atingiram os objetivos estabelecidos, então este provavelmente será um ótimo local para confiar sua preparação. Ocorre, porém, que a maioria dos interessados em preparação é leiga neste campo. Como poderá determinar se um serviço foi de qualidade, se teve boa relação custo-benefício, se atingiu seus objetivos? Resumindo, como pode um leigo reconhecer uma boa preparação?


Preparação bem feita: aparência limpa e cuidados com o conjunto, como a barra de torção.

Julgar uma boa preparação é, sim, possível para um leigo em mecânica. Basta seguir alguns princípios básicos, observar se foram aplicados e fazer meia dúzia de perguntas ao responsável pela preparação, para que qualquer um seja capaz de decidir se ele está apto a receber essa responsabilidade.

Para começar, qualquer que seja a preparação escolhida, deve-se encarar o motor como uma "máquina de fluxo". A expressão técnica quer dizer que passa um fluxo pelo motor, a mistura ar-combustível, e é a passagem deste fluxo que faz o motor funcionar e produzir potência. Assim, quanto mais fluxo passar -- ou seja, quanto mais ar o motor admitir e quanto mais mistura o motor queimar --, maior será a potência produzida. Uma preparação equilibrada, portanto, deve envolver admissão, queima e exaustão do motor.

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Determinando qualidade ::..

Existem 5 pontos básicos para observar a qualidade de uma preparação:

1. Aparência limpa do serviço. Nada de fios soltos, peças amassadas, parafusos de tamanhos diferentes. Se a preparação tem uma boa aparência, já é indício de que foi feita com esmero.

2. Comportamento adequado do motor. Se for uma preparação para rua, não devem haver barulhos estranhos no funcionamento do motor, nem falta de força em baixas rotações, muito menos trancos ou falhas no funcionamento. O comportamento deve ser próximo daquele que a fábrica entregaria ao mercado, ou seja: nada desconfortável, barulhento ou que aparente mal funcionamento. Para procurar falhas de funcionamento, observe principalmente os regimes transientes, ou seja, acelerações repentinas em baixas e médias rotações. Nestes momentos um motor bem preparado não vacila e responde prontamente, sem buracos durante a aceleração. Caso o objetivo seja competições, podem-se abrir mão de um comportamento ou barulho agradável em função de maior desempenho, mas nunca se devem tolerar falhas de funcionamento.

3. Alimentação e ignição bem ajustadas. Com o advento da injeção e o desconhecimento dos preparadores sobre seu funcionamento, muitos deixaram de fazer a regulagem antes feitas em carros carburados. Alegavam que a injeção se ajustaria por si só, o que não é verdade, a não ser para mudanças de até 10% no comportamento do motor -- e ainda nestas o resultado seria melhor se a injeção fosse readaptada às novas características. Assim, tanto na preparação aspirada como na sobrealimentada (turbo, compressor, óxido nitroso), o dono do carro deve perguntar o que será feito para que o motor obtenha a alimentação adicional necessária e como o ponto de ignição será reajustado.

A resposta deverá ser objetiva e consistente, sendo lógica até para o leigo. Recuse respostas como "esse é um segredo" ou "deixe isso comigo", sinal de que se deve procurar um lugar que respeite seu direito de conhecer o serviço pelo qual vai pagar. Para carros com injeção os melhores meios de fazer os ajustes são usar caixas extras de injeção e ignição ou remapear a central eletrônica. Em carros com carburador, este deve ser recalibrado ou até trocado, dependendo do caso, e o sistema de ignição deve ser reajustado. Podem-se usar caixas de ignição ou até de injeção para fazer esses ajustes também em carros carburados. Se o serviço foi bem feito, o item 2 não apresentará problemas, pois o comportamento do motor depende muito destes ajustes.


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Freios e suspensão devem ser revistos a partir de 40% de aumento do desempenho uma média que pode variar

4. Outros sistemas redimensionados para o novo comportamento. Para aumentos de potência ou torque de mais de 40% já se deve pensar seriamente nos outros componentes do conjunto mecânico do carro. Câmbio, freios, suspensão, rodas e pneus devem ser adequados ao novo desempenho, o que garante a segurança e evita quebras ou comportamento indesejável destes componentes. Claro que o limite de 40% é uma média: proprietários mais experientes, que sabem lidar com motores preparados, podem abrir mão de alguns destes ajustes até 60% ou 80% de aumento de potência; já outros menos experientes podem quebrar um câmbio ou queimar uma embreagem com 20% de aumento de potência no motor, sendo portanto indicados reforços para evitar problemas.

5. Motor reforçado para suportar a nova exigência. Isso em geral só é necessário acima de 60% ou 80% de aumento de potência, mas novamente se trata de uma média, pois depende da forma como o proprietário usa o motor e da resistência do propulsor original. Alguns podem pedir reforços em bielas, pistões, mancais já com 40% de aumento; outros podem andar com um motor 120% mais potente sem problemas.

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A relação custo-benefício ::..

É natural se perguntar: já que reforços não fazem mal, por que abrir mão deles mesmo nas menores preparações? Os reforços devem ser evitados até ser necessários, porque em geral são caros e não trazem aumento de potência ou torque. Ou seja, prejudicam a relação custo-benefício -- paga-se mais para obter o mesmo.

Relação custo-benefício, em preparação, é simples de calcular. Basta dividir o total gasto na preparação pelo número de cv ou de mkgf obtidos a mais, assim se obtém a relação para potência ou para torque, de acordo com a prioridade. Mas há uma falha nesta técnica: motores de mais baixa cilindrada produzem menos cv ou mkgf quando preparados. Uma mesma preparação produz, por exemplo, 20% de aumento em um motor 1.000 ou 2.000, mas no primeiro isso se traduz em menos cavalos, piorando a proporção de custo x potência. Para evitar este efeito pode-se dividir o custo pelo aumento relativo obtido, em porcentagem.

Uma relação custo-benefício aceitável fica entre R$ 20 e R$ 40 para cada 1% de aumento de potência ou torque. Como é usual o cálculo pelo número de cv extra obtidos, a relação ideal se traduz na seguinte tabela:


Potência original (em cv) Relação custo-benefício ideal
(em R$/cv ganho)
50 55 a 75
80 30 a 50
100 20 a 40
120 15 a 30
150 10 a 25



Um bom preparador fornece detalhado orçamento, com todas as modificações discriminadas, o custo de cada peça e da mão de obra separados, e também estima o ganho que será obtido. Assim o proprietário poderá calcular a relação custo-benefício e decidir se deseja realizar a preparação por completo ou eliminar alguma parte que onere demais o orçamento. E até mesmo perceber se o preparador está, como se costuma dizer, "metendo a faca".

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Atingindo os objetivos ::..

A única forma de um leigo avaliar esse ponto previamente é contatar outros fregueses da oficina em questão e conversar sobre o comportamento do carro. Pergunta-se se a promessa de ganho de desempenho foi cumprida, se o custo foi o esperado e se não ocorreram problemas de manutenção, quebra ou outras ocorrências que dependam do preparador -- e não do uso que o proprietário faz do carro. Só observando um carro com preparação semelhante à planejada para o seu é que se pode ver com precisão os resultados das modificações. A ajuda de um colega mais entendido ou até de um consultor contratado, quando o custo envolvido justificar, pode ser útil neste momento.

A avaliação de uma boa preparação consiste basicamente em três pontos: qualidade, custo-benefício e objetivos que se traduzem em resultados. Mas a escolha de uma oficina ou preparador ideal exige que se mantenha a atenção para outros aspectos. O preparador deve demonstrar conhecimento técnico e linha de atuação coerente, além de possuir recursos tanto técnicos como tecnológicos. Fuja de locais que se recusam ou colocam dificuldades para trabalhar com novas tecnologias. Os que sugerem a troca da injeção por carburadores, por exemplo, demonstram claramente incapacidade para o serviço. Não importa quão pesada seja a preparação, a injeção é sempre um sistema melhor que o carburador e não deve ser substituída.


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Componentes cromados e coloridos são dispensáveis e só devem ser adotados se o cliente desejar.

A chamada "perfumaria", como peças cromadas e coloridas, não deve ser colocada como uma necessidade, pois não é. Sua aquisição depende só do gosto do proprietário. Outro aspecto importante: nada é impossível no campo de preparação. Se uma oficina lhe informar que não existe um kit turbo ou um intercooler para seu carro, que não é possível colocar um comando de válvulas mais agressivo ou ajustar a injeção, não acredite. No máximo haverá maior dificuldade em encontrar ou adaptar a peça, o que resultaria em maior custo para o preparo. Cabe à preparadora informar o cliente se realiza o serviço e a que custo, mas nunca enganá-lo informando que algo não pode ser feito ou encontrado. O melhor a fazer neste caso é procurar alguém mais disposto ou mais honesto.

Com tudo isso em mente, basta juntar a vontade de preparar seu carro aos recursos que tem disponíveis e ir à luta. Não aceite venenos que não deseja, verifique se todas as mudanças e regulagens necessárias serão realizadas, exija orçamento detalhado e com estimativa de resultados, pesquise outros fregueses. Acima de tudo, nunca permita ser mal informado ou receber o carro com alguma falha de funcionamento, consumo insatisfatório ou sem ter atingido os objetivos estabelecidos no orçamento.

Quando tudo tiver terminado e seu carro tiver uma boa preparação, você poderá desfrutar do prazer que atinge tanto o dono de um carro popular preparado como o de um Ferrari que passou pelas mãos de um tuner. O prazer de ter um carro exclusivo e diferenciado, capaz de pregar sustos em seus iguais e despertar a curiosidade de quem consegue se aproximar o suficiente para fazer a famosa pergunta: "O que esse carro tem embaixo do capô?". Boa sorte!


Equipe de Preparação LPCAR


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